Nesta segunda-feira (7), a norueguesa Yara inaugurou a maior unidade de captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês) do mundo, em Sluiskil, na Holanda. A planta industrial terá capacidade para capturar 800 mil toneladas de dióxido de carbono por ano emitidas durante a produção de amônia.

O projeto recebeu investimento de € 200 milhões e permitirá à companhia reduzir pela metade as emissões de CO₂ de seu principal complexo industrial europeu, além de ampliar a oferta de fertilizantes com menor pegada de carbono.

Após a captura do carbono, o gás será liquefeito e transportado por um navio eletrificado até a Noruega, onde será armazenado a 2,6 quilômetros de profundidade em reservatórios subterrâneos. A operação será realizada pela Northern Lights, joint venture formada por Equinor, Shell e TotalEnergies.

Atualmente, a companhia precisa compensar emissões que excedem suas permissões por meio da compra de créditos no European Trade System (ETS). O preço de uma tonelada de carbono no sistema está em torno de € 80.

A Yara pretende ainda comercializar parte dos fertilizantes produzidos em Sluiskil como produtos de menor intensidade de carbono, dentro do portfólio Yara Climate Choice.

A linha inclui fertilizantes produzidos com gás natural renovável e hidrogênio verde. O complexo holandês tem capacidade para produzir cerca de 5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, de um total de 20,8 milhões de toneladas entregues pela empresa globalmente.

O investimento foi viabilizado por um acordo firmado em 2019 entre a União Europeia e a Noruega, que permite a empresas europeias armazenar emissões de carbono em reservatórios noruegueses.