Atualmente, a fabricação de carros elétricos pode emitir até três vezes mais gases de efeito estufa em relação à produção de automóveis a combustão. Para trazer benefícios ao meio ambiente, veículos eletrificados precisam percorrer maiores distâncias do que os modelos tradicionais.
Os dados são do estudo “Do berço ao portão: Pegada de carbono da produção de veículos leves fabricados no Brasil”, produzido pela Fundação Getulio Vargas, em parceria com a Unicamp, ao qual a Folha de S. Paulo teve acesso com exclusividade.
A pesquisa separa as análises por segmentos de carro (hatch, sedã e SUV) e por tipos de tecnologia de propulsão (combustão, híbrido, híbrido plug-in e elétrico)
Segundo a FGV e a Unicamp, a fabricação de um SUV a combustão gera, em média, 5,3 mil kg de CO2e (dióxido de carbono equivalente). Porém, a produção de um veículo elétrico de mesmo segmento emite 12,5 mil kg de CO2e.
Quanto aos sedãs, enquanto os modelos a combustão geram em média 4,7 mil kg de CO2e, os carros movidos a bateria geram 16,2 mil kg de CO2e.
No caso dos automóveis do segmento hatch, os modelos tradicionais emitem 4,4 mil kg de CO2; já os veículos elétricos geram 10,1 mil kg de CO2e.
A pesquisa abrangeu todo o ciclo de vida da indústria automobilística, desde a obtenção das matérias-primas até a construção do veículo.