O diretor geral para América Latina da fabricante de máquinas agrícolas AGCO, Marcelo Traldi, disse, nesta semana, em evento na capital paulista, que o avanço dos biocombustíveis vai além da substituição das fontes fósseis, criando um novo modelo de produção baseado na valorização de resíduos agrícolas e na circularidade.
Nesse cenário, ressaltou o executivo, tecnologias como o biometano e o etanol ganham protagonismo ao permitir que propriedades rurais e usinas produzam parte da energia consumida em suas próprias operações.
Segundo Traldi, a evolução dos biocombustíveis está diretamente conectada ao futuro da mecanização agrícola. Recentemente, a AGCO apresentou ao mercado motores movidos a etanol e biometano, resultado de mais de 20 mil horas de testes em operações agrícolas de cana-de-açúcar e grãos sob condições severas de trabalho.
As novas tecnologias, registrou o executivo, deverão chegar ao mercado entre 2027 e 2028 por meio das marcas Valtra e Massey Ferguson, oferecendo desempenho equivalente ao diesel, com potência entre 200 e 300 cavalos, além de reduzir em até 90% as emissões de carbono quando comparadas aos combustíveis convencionais.
“Acreditamos que a próxima grande evolução da agricultura será a autonomia energética no campo. O agricultor passa a produzir não apenas alimentos, fibras e biomassa, mas também a energia necessária para movimentar sua operação. É um modelo que combina sustentabilidade, eficiência econômica e segurança energética”, concluiu Traldi.