O adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires manteve sua projeção para a safra argentina de soja 2026/27 em 50 milhões de toneladas. A estimativa consta em relatório divulgado nesta terça-feira (7) e considera uma área plantada de 17,4 milhões de hectares, sem alterações em relação ao levantamento anterior.
Apesar da expectativa de expansão da área cultivada, o USDA projeta uma leve redução na produtividade em comparação com a temporada anterior. Segundo o relatório, muitas regiões registraram rendimentos excepcionalmente elevados na safra passada, especialmente na soja de segunda, e a tendência é de retorno aos níveis médios de produtividade sob condições climáticas normais.
Para a safra 2025/26, o órgão elevou sua estimativa de produção para 50 milhões de toneladas, refletindo os resultados acima do esperado observados durante a colheita. A projeção de área permaneceu em 16,5 milhões de hectares.
A revisão foi motivada pelos elevados rendimentos registrados nos últimos meses do ciclo, favorecidos pelas boas condições climáticas. A produtividade média nacional é estimada em 3,13 toneladas por hectare, patamar significativamente superior à média dos últimos cinco anos.
O relatório também revisou para cima a previsão de esmagamento de soja na temporada 2025/26, que passou de 43,0 milhões para 43,5 milhões de toneladas, em função da maior disponibilidade de matéria-prima. Já o consumo doméstico destinado à alimentação animal foi mantido em 5 milhões de toneladas.
As exportações argentinas de soja em grão permaneceram inalteradas, com expectativa de embarques de 5,5 milhões de toneladas tanto na safra 2025/26 quanto em 2026/27.
Em relação às importações, o USDA projeta uma redução para 6,5 milhões de toneladas na temporada 2026/27, volume 500 mil toneladas inferior ao estimado para o ciclo anterior. A queda é atribuída à expectativa de menor produção no Paraguai, principal fornecedor de soja para a indústria argentina, além do aumento do processamento doméstico no país vizinho, reduzindo o excedente exportável. O relatório destaca ainda que a Argentina continuará importando volumes menores de soja do Brasil, Uruguai e, em menor escala, da Bolívia para abastecer sua operação de esmagamento.