Segundo novo relatório do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Bogotá, a produção de café da Colômbia na safra 2026/27 deve atingir 13,4 milhões de sacas em equivalente de grão verde (GBE). O volume representa crescimento de 7,2% em relação à estimativa revisada para o ciclo anterior.
Apesar das preocupações do mercado internacional com a possibilidade de um forte El Niño, o USDA avalia que as lavouras colombianas podem apresentar melhora na produção.
Segundo o relatório, a cultura do café possui capacidade de suportar períodos de estresse hídrico e temperaturas elevadas, especialmente em áreas com boa retenção de umidade no solo, reduzindo riscos de déficit hídrico crítico.
Para o ano comercial 2025/26, no entanto, a estimativa de produção foi revisada para baixo. O USDA passou a projetar safra de 12,5 milhões de sacas GBE, queda de 9,4% frente à previsão anterior.
O desempenho mais fraco é atribuído ao excesso de chuvas nas regiões produtoras do país, fator que prejudicou os processos de florada e o desenvolvimento fisiológico dos grãos.
No consumo interno, o relatório prevê estabilidade. Segundo o USDA, o consumo colombiano deve permanecer em 2,2 milhões de sacas GBE tanto em 2025/26 quanto em 2026/27.
Em relação às exportações, a Colômbia deverá embarcar 13,4 milhões de sacas GBE em 2026/27, avanço de 4,6% frente ao ciclo anterior. Para 2025/26, a projeção revisada de exportações foi elevada em 2,1%, para 12,8 milhões de sacas.
O café colombiano é exportado atualmente para mais de 40 países. Os Estados Unidos seguem como principal destino do produto, respondendo por mais de 40% das exportações colombianas, seguidos pela União Europeia, Canadá e Japão.
Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, os embarques para Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul cresceram mais de 6% na comparação anual, representando aproximadamente metade do volume total exportado pela Colômbia.