O adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Buenos Aires revisou as perspectivas para as culturas da Argentina na temporada 2026/27, elevando a estimativa para a produção de trigo e reduzindo a previsão para a safra de milho em relação ao ciclo anterior.

Segundo o relatório, a produção de trigo está projetada em 21,6 milhões de toneladas, acima da safra 2025/26. O aumento reflete a expansão de 200 mil hectares na área colhida, que deverá atingir 6,6 milhões de hectares.

De acordo com o adido, condições climáticas mais favoráveis em regiões tradicionalmente menos produtivas, aliadas à queda nos preços de insumos agrícolas, estimularam os produtores a ampliar o plantio.

“Condições climáticas favoráveis em regiões que anteriormente apresentavam condições menos ideais, juntamente com a queda nos preços de insumos agrícolas essenciais, incentivaram os agricultores a expandir o plantio tardio”, destaca o relatório.

Para o milho, a produção foi estimada em 60,5 milhões de toneladas, abaixo do volume colhido na temporada anterior. A área plantada deverá totalizar 8 milhões de hectares, redução de 200 mil hectares em relação à safra 2025/26, embora permaneça 300 mil hectares acima da projeção divulgada pelo USDA em abril.

O adido atribui essa revisão positiva da área em relação à estimativa anterior ao aumento da área considerada para a safra 2025/26 e à recente queda dos preços da ureia, que retornaram aos níveis observados antes do conflito entre Israel e Irã, reduzindo os custos de produção.

No comércio exterior, as exportações de trigo em 2026/27 foram projetadas em 15,5 milhões de toneladas, aumento de 1 milhão de toneladas frente à estimativa anterior do escritório do USDA em Buenos Aires. A expectativa é que a maior produção amplie a disponibilidade exportável, enquanto o consumo doméstico permaneça praticamente estável.

Já as exportações de milho foram estimadas em 42,5 milhões de toneladas, volume 3 milhões de toneladas superior ao projetado em abril. Segundo o relatório, os embarques deverão seguir ritmo semelhante ao observado no atual ano comercial, sem mudanças relevantes no calendário de exportação ou nos principais mercados compradores.