O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta sexta-feira (10) o relatório de oferta e demanda (Wasde) de julho, o terceiro com as projeções para a safra 2026/27 do país norte-americano.
Vale destacar que essas estimativas foram feitas apenas com base em cálculos que utilizaram o relatório de área plantada – divulgado em 30 de junho – e uma média da produtividade dos últimos anos. Ou seja, não existe ainda uma apuração de campo por parte do USDA – o primeiro levantamento com base em pesquisa de campo sai apenas no mês que vem.
Soja
O USDA projeta que os produtores norte-americanos irão colher 121,79 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, aumento anual de 5% ante as 115,99 milhões de toneladas produzidas em 2025/26 e o maior volume da série histórica. A projeção anterior era de 120,70 mi de t, que ficava atrás da safra 2021/22 (121,50 milhões de toneladas), até então recorde.
Os estoques dos EUA, por outro lado, devem cair de 8,98 milhões de toneladas ao final da safra 2025/26 (dado revisado de 9,25 mi de t) para 8,44 milhões de toneladas ao término de 2026/27, número mantido do relatório de junho.
A nível global, a produção de soja deve subir de 429,46 milhões de toneladas na safra velha para 441,70 milhões de toneladas na nova. O relatório anterior trazia projeções de 429,20 e 441,34 milhões de toneladas, respectivamente.
Os estoques globais de soja estão projetados em 124,17 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (redução de 700 mil toneladas), ante 125,33 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 125,52 milhões de toneladas no relatório anterior).
Produção de soja Brasil e Argentina
No que se refere à safra 2025/26 de soja, o USDA manteve a projeção para a produção do Brasil e da Argentina em 180 e 50 milhões de toneladas, respectivamente. Para 2026/27, o órgão segue estimando as produções dos dois países em 186 e 50 milhões de toneladas, nesta ordem.
Milho
O USDA elevou marginalmente sua estimativa para a safra 2026/27 de milho dos EUA de 406,29 para 406,42 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 6% ante o recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2025/26 e o segundo maior volume da série histórica.
Os estoques de milho dos EUA devem cair de 51,31 milhões de toneladas ao final da safra 2025/26 para 45,46 milhões de toneladas ao término de 2026/27 (dados revisados de 54,48 e 49,78 mi de t, respectivamente).
A nível global, o USDA espera que a produção de milho recue de 1,327 bilhão de toneladas na safra velha para 1,297 bilhão de toneladas na nova. Os números foram revisados de 1,326 e 1,300 bilhão de toneladas, nesta ordem.
Os estoques globais de milho estão projetados em 275,26 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (dado revisado de 281,22 mi de t), ante 298,67 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 303,36 milhões de toneladas no relatório anterior).
Produção de milho Brasil e Argentina
O USDA manteve a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil em 138,00 milhões de toneladas e elevou a da Argentina em 2 milhões de toneladas, para 63,00 milhões de toneladas. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139,00 milhões de toneladas, e a argentina, em 55,00 milhões de toneladas.