Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (11) o relatório de oferta e demanda (Wasde) de junho, o segundo com as projeções para a safra 2026/27 do país norte-americano, mas sem grandes novidades em relação à publicação do mês passado.

Vale destacar que essas primeiras estimativas são feitas apenas com base em cálculos que utilizam a intenção de área de plantio – divulgada em 31 de março – e uma média da produtividade dos últimos anos. Ou seja, não existe ainda uma apuração de campo por parte do USDA – o primeiro levantamento com base em pesquisa de campo sai apenas em agosto.

Soja

O USDA segue projetando que os produtores norte-americanos irão colher 120,70 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, aumento anual de 4% ante as 115,99 milhões de toneladas produzidas em 2025/26 e o segundo maior volume da série histórica, atrás apenas da safra 2021/22 (121,50 milhões de toneladas).

Os estoques dos EUA, por outro lado, devem cair de 9,25 milhões de toneladas ao final da safra 2025/26 para 8,44 milhões de toneladas ao término de 2026/27, ambas estimativas mantidas do relatório de maio.

A nível global, a produção de soja deve subir de 429,20 milhões de toneladas na safra velha para 441,34 milhões de toneladas na nova. O relatório anterior trazia projeções de 427,60 e 441,54 milhões de toneladas, respectivamente.

Os estoques globais de soja estão projetados em 124,88 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (aumento de 100 mil toneladas), ante 125,52 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 125,13 milhões de toneladas no relatório anterior).

Produção de soja Brasil e Argentina

No que se refere à safra 2025/26 de soja, o USDA manteve a projeção para a produção do Brasil em 180 milhões de toneladas e aumentou sua estimativa para a Argentina em 2 milhões de toneladas, para 50 milhões de toneladas.

Para 2026/27, o órgão segue estimando as produções dos dois países em 186,00 e 50,00 milhões de toneladas, nesta ordem.

Milho

Conforme esperado, o USDA manteve sua estimativa para a safra 2026/27 de milho dos EUA em 406,29 milhões de toneladas, queda de 6% ante o recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2025/26 e o segundo maior volume da série histórica.

Os estoques de milho dos EUA devem cair de 54,48 milhões de toneladas ao final da safra 2025/26 para 49,78 milhões de toneladas ao término de 2026/27 (dados revisados de 54,41 e 49,71 mi de t, respectivamente).

A nível global, o USDA espera que a produção de milho recue de 1,326 bilhão de toneladas na safra velha para 1,300 bilhão de toneladas na nova. Os números foram revisados de 1,312 e 1,295 bilhão de toneladas, nesta ordem.

Os estoques globais de milho estão projetados em 281,22 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (dado revisado de 277,54 mi de t), ante 303,36 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 296,95 milhões de toneladas no relatório anterior).

Produção de milho Brasil e Argentina

O USDA elevou a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil e da Argentina para 138,00 e 61,00 milhões de toneladas – aumentos de 3,00 e 2,00 milhões de toneladas, respectivamente, ante a leitura de maio. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139,00 milhões de toneladas, e a argentina, em 55,00 milhões de toneladas.