O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou na última sexta-feira (5) a segunda detecção da mosca-varejeira-do-novo-mundo (NWS, na sigla em inglês) no estado do Texas. O novo caso foi identificado em um bezerro de um mês de idade no condado de Zavala, a aproximadamente 9 quilômetros do primeiro foco registrado na região.
Segundo o USDA, o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) e seus parceiros estaduais seguem realizando coletas e análises de amostras em propriedades próximas ao local da ocorrência. Até o momento, os demais testes realizados apresentaram resultado negativo para a presença da praga.
“Uma equipe de intervenção do APHIS já está em campo no Texas”, informou o órgão em comunicado. O grupo é composto por médicos-veterinários e técnicos em saúde animal responsáveis pela execução das ações de contenção, monitoramento e assistência aos produtores da região.
Como parte da estratégia de erradicação da praga, o USDA iniciou em 4 de junho a liberação aérea de moscas estéreis sobre a área afetada. O programa prevê a dispersão de 2 milhões de insetos estéreis duas vezes por semana, com o objetivo de interromper o ciclo reprodutivo da mosca-varejeira.
Além das operações aéreas, o departamento informou que está enviando outros 4 milhões de moscas estéreis por semana ao Texas. Os insetos serão distribuídos por meio de 24 pontos de liberação terrestre instalados dentro e ao redor da zona de detecção para ampliar a eficácia do controle.
A mosca-varejeira-do-novo-mundo é considerada uma das principais ameaças sanitárias à pecuária, uma vez que suas larvas se alimentam de tecido vivo de animais, causando lesões graves, perdas produtivas e aumento dos custos de manejo.
Diante da nova ocorrência, a Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA) informou que pretende implementar restrições temporárias à importação de animais provenientes das áreas afetadas dos EUA.