O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (29) um investimento de US$ 25 milhões para a construção de uma nova unidade de dispersão de moscas estéreis em Douglas, no estado do Arizona.
O objetivo é ampliar a capacidade de combate à mosca-varejeira-do-novo-mundo (NWS, na sigla em inglês) e reforçar a estratégia de longo prazo para impedir o avanço da praga em direção ao território norte-americano.
O anúncio foi feito pela secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke L. Rollins, durante visita às instalações de inspeção de animais no porto de entrada de Douglas. A agenda contou com a participação dos deputados federais Juan Ciscomani, Andy Biggs e Eli Crane, além do diretor do Departamento de Agricultura do Arizona, Paul Brierley.
Segundo o USDA, a futura instalação complementará os investimentos já realizados no Texas, México e Panamá, fortalecendo a produção e a dispersão de moscas estéreis, técnica utilizada para reduzir a população da praga. A definição do local exato e do plano operacional será feita em conjunto com o governo do Arizona, e a construção poderá ser concluída em poucos meses, dependendo da infraestrutura disponível.
O anúncio ocorre uma semana após o USDA confirmar a reabertura gradual da fronteira para a importação de gado vivo do México, começando pelo porto de Douglas, a partir de 24 de agosto. A decisão está condicionada ao cumprimento, pelo governo mexicano, do plano conjunto de combate à praga e à manutenção de um cenário sanitário favorável.
De acordo com o departamento, todos os animais importados passarão por um rígido protocolo de inspeção veterinária antes de ingressarem nos Estados Unidos.
Segundo dados mais recentes do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do USDA, desde o dia 3 de junho, quando o primeiro foco de NWS foi encontrado no Texas, após mais de seis décadas, o país já contabiliza 42 focos da doença.
Desse montante, 11 foram registrados em julho e 31 em junho. Até o momento, os casos foram identificados em 21 bois, 13 ovelhas, 5 cabras e 3 cachorros. Todos seguem concentrados no sul do Texas, com exceção de um deles, registrado no sudeste do Novo México. O USDA considera 8 ainda como ativos e 34 já inativos.