Conforme noticiou a CNN Brasil nesta terça-feira (26), a União Europeia rejeitou um pedido do governo brasileiro para adotar um período de transição relacionado às novas exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
A solicitação brasileira era voltada principalmente à cadeia de carne bovina e previa um prazo de adaptação para implementação integral das regras exigidas pelos europeus.
Segundo fontes envolvidas nas negociações, o bloco europeu informou que não aceitará qualquer mecanismo de transição sobre o tema.
A avaliação dentro do governo brasileiro é que o principal desafio está justamente na pecuária bovina, devido à complexidade da cadeia produtiva nacional e à dificuldade de garantir rastreabilidade completa dos animais.
A proposta brasileira previa que os frigoríficos comprovassem inicialmente a ausência de antimicrobianos apenas nos meses anteriores ao abate, enquanto um sistema mais amplo de rastreabilidade seria estruturado gradualmente nos próximos anos.
Segundo interlocutores do governo, setores como aves, ovos e mel apresentam cenário considerado mais administrável, devido ao ciclo produtivo mais curto e ao maior controle da cadeia.
Já no caso da carne bovina, a União Europeia exige um sistema sanitário reconhecido e validado para garantir a rastreabilidade completa dos animais exportados ao bloco.
Embora alguns frigoríficos brasileiros já consigam oferecer esse nível de controle, o volume disponível ainda é limitado e concentrado em poucos produtores.
O governo brasileiro ainda prepara os documentos técnicos exigidos pela Europa, que devem ser enviados até o fim desta semana.