A União Europeia não pretende flexibilizar as exigências sanitárias para permitir a retomada das exportações brasileiras de carne ao bloco, afirmou o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, em entrevista ao g1 neste fim de semana.

A declaração ganha relevância porque a Irlanda assumiu, em 1º de julho, a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, cargo que exercerá pelos próximos seis meses.

Segundo Gallagher, as regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal são conhecidas há anos e vêm sendo discutidas com as autoridades brasileiras.

“Essas exigências relacionadas aos padrões para uso de antimicrobianos não são novas. Elas já são conhecidas há bastante tempo, e a União Europeia vinha mantendo diálogo com as autoridades brasileiras sobre esses padrões há algum tempo”, afirmou ao g1.

O diplomata ressaltou ainda que a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco foi uma decisão de caráter técnico e que caberá ao governo brasileiro adotar as medidas necessárias para cumprir os requisitos sanitários europeus.

No início de junho, a União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países considerados aptos a atender às normas do bloco para o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Com isso, o país ficará impedido de exportar carnes e outros produtos de origem animal para o mercado europeu a partir de 3 de setembro, caso não se adeque às exigências estabelecidas.