A Ucrânia exportou 794 mil toneladas de produtos agrícolas na primeira quinzena de agosto, volume equivalente a cerca de 30% do potencial de embarques para o período, informou o Comitê de Política Agrária e Fundiária da Verkhovna Rada.
Segundo Taras Vysotskyi, ministro da Política Agrária e Alimentação da Ucrânia, as rotas logísticas alternativas não conseguem compensar integralmente as operações dos portos da Grande Odessa, importantes para o escoamento das commodities agrícolas do país.
“Mesmo com a utilização máxima de rotas alternativas, e sem a plena operação dos portos da Grande Odessa, a Ucrânia conseguirá exportar aproximadamente 2 a 2,5 milhões de toneladas por mês. Isso cobriria apenas cerca de metade dos volumes anuais necessários”, afirmou Vysotskyi.
Além da menor capacidade de escoamento, o uso de alternativas aos portos elevou os custos logísticos em pelo menos US$ 50 por tonelada. Segundo o ministro, o encarecimento afeta diretamente a rentabilidade dos produtores, os preços de compra e a competitividade internacional dos grãos e das oleaginosas ucranianas.
Outro ponto de preocupação é a capacidade de armazenagem da nova safra. Caso o atual ritmo de embarques seja mantido, a Ucrânia poderá enfrentar um déficit de espaço para armazenar entre 8 milhões e 11 milhões de toneladas até novembro.
Diante do cenário, o Ministério da Política Agrária, em conjunto com parceiros internacionais, prepara soluções temporárias para ampliar a armazenagem. Entre as medidas previstas está o fornecimento de sacos para armazenamento de grãos a pequenos e médios produtores, especialmente em propriedades localizadas nas regiões próximas à linha de frente.