O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (3) em expressiva baixa de 15,75 pontos e 2,61%, cotado a US$ cents 587,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês caiu 10,75 pontos e 1,69%, a US$ cents 624,00/bushel.

No recorte semanal, os ativos acumulam amplos perdas de 3,81% na CBOT e 3,96% na KCBT.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos.

Segundo o boletim climático diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas planícies, chuvas e tempestades generalizadas continuam a aumentar a umidade do solo para as culturas semeadas na primavera e a proporcionar alívio para as pastagens e campos afetados pela seca.

No campo, segundo os dados divulgados ontem pelo USDA, 87% das lavouras de trigo de inverno já atingiram a fase de espigamento, avanço semanal de nove pontos percentuais. No mesmo período do ano passado, o índice era de 83%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 79%.

Apesar do avanço no desenvolvimento das lavouras, apenas 26% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes, percentual estável em relação à semana anterior, mas muito inferior aos 52% observados no mesmo período da safra passada.

colheita do trigo de inverno também começou a ganhar ritmo, atingindo 5% da área cultivada, acima dos 3% registrados no mesmo período do ano passado.

No caso do trigo de primavera, o plantio alcançou 94% da área prevista, acima da média histórica de 89% e em linha com o registrado há um ano. Além disso, 72% das lavouras já emergiram, superando a média quinquenal de 67%.

No radar dos investidores, o USDA divulgará amanhã (4) seu relatório semanal de vendas para exportação, indicador que poderá trazer novos sinais sobre o ritmo da demanda internacional pelo cereal norte-americano.