Trigo termina em forte alta na CBOT nesta 5ª feira

O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (23) em forte alta de 11,50 pontos e 1,92%, cotado a US$ cents 610,75/bushel, com avanço parcial na semana de 3,30%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subiu 30,00 pontos e 4,70%, a US$ cents 667,75/bushel – com ganho semanal de 4,87%.

Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pela demanda internacional aquecida pelo trigo norte-americano. Ademais, as condições climáticas adversas nas regiões de lavoura dos Estados Unidos também deram suporte às cotações.

Os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 16 de abril, divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostram que o país norte-americano comercializou 129 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 no período, volume dentro do esperado pelo mercado de até 250 mil toneladas.

No campo climático, o USDA informou que, nas planícies norte-americanas, o calor persiste do Texas até o leste de Dakota do Norte e do Sul. Também há uma ameaça significativamente maior de incêndios florestais no centro e sul das Grandes Planícies, em meio à seca contínua, vegetação seca, baixos níveis de umidade e ventos fortes.

Na América do Sul, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou que a área semeada de trigo na Argentina na safra 2026/27 será de 6,5 milhões de hectares. O número representa uma queda anual de 3%, mas ainda fica 2,8% acima da média das últimas cinco temporadas.

Ademais, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) manteve sua projeção para a safra global de trigo em 2025/26 em 845 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 5,5% frente ao ciclo anterior (801 milhões de toneladas). Para a safra 2026/27, o IGC projeta uma produção total de 821 milhões de toneladas do cereal.

No radar, os investidores aguardam a divulgação do relatório semanal de atualização do mapa de seca nas lavouras norte-americanas, o relatório Drought Monitor.