O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (17) em completa estabilidade, cotado a US$ cents 674,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês avançou 4,50 pontos e 0,60%, a US$ cents 758,75/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados por um movimento de realização de lucros, tendo em vista a ampla valorização do trigo nos pregões da semana passada.
No entanto, as cotações receberem suporte pelas tensões geopolíticas na região do Mar Negro, após a continuidade dos ataques entre Rússia e Ucrânia nos portos exportadores de grãos.
Ademais, as condições climáticas adversas nas lavouras de trigo dos Estados Unidos também evitaram maiores desvalorizações.
Segundo o boletim climático do boletim climático do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas Planícies, persiste um clima quente e seco desfavorável em grande parte do Texas e no sul de Oklahoma.
Além disso, de acordo com o relatório Drought Monitor do USDA, a seca segue presente em 52% da área de plantio do trigo de inverno norte-americano. Já no caso do cereal de primavera, 63% das áreas cultivadas estão atualmente localizadas em regiões sob seca.
Quanto à demanda internacional, o departamento também divulgou os dados de embarques de trigo referentes à semana encerrada em 13 de agosto. Os envios dos EUA totalizaram 493 mil toneladas na última semana, alta de 1,4% em relação às 486 mil t registradas na semana anterior.
Na comparação com igual período do ano passado, quando os envios somaram 403 mil t, houve avanço de 22,3%. Em relação à média semanal necessária para atingir a projeção do USDA, de 420 mil toneladas, os embarques ficaram 17,4% acima do ritmo exigido.