Trigo termina em campo positivo nas bolsas dos EUA nesta 5ª feira

O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (20) em leve alta de 2,50 pontos e 0,37%, cotado a US$ cents 682,75/bushel, com ganho na parcial da semana de 1,19%.

Já na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês fechou em viés de alta (+0,25 pontos e +0,03%), a US$ cents 762,25/bushel – com valorização semanal de 1,06%.

Neste pregão, os preços internos seguiram recebendo suporte pela tensão geopolítica crescente entre Rússia e Ucrânia, nas últimas semanas.

No Leste Europeu, os ataques, entre os dois maiores países exportadores de trigo, na região exportadora do Mar Negro afetaram de maneira sistémica as rotas de navegação de embarcações e a infraestrutura portuária.

As condições climáticas adversas, nas lavouras norte-americanas, também deram suporte às cotações. Segundo o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nas Planícies, o tempo predominantemente seco retornou à metade norte da região.

Enquanto isso, o calor extremo e as condições de seca persistem nas Planícies do sul, ao passo que o calor retorna à região de High Plains. O agravamento da estiagem nas Planícies do sul está causando forte estresse às culturas de verão de sequeiro.

Quanto à demanda internacional, os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 13 de agosto, divulgados pelo USDA, mostram que o país norte-americano registrou vendas de 393 mil toneladas de trigo da safra 2026/27 no período.

O volume de vendas veio dentro do esperado pelo mercado, que projetava um montante entre 200 mil t a 450 mil t.

Mais cedo, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) divulgou seu novo relatório mensal com projeções para as safras globais de grãos. O IGC aumentou a projeção para a safra 2025/26 mundial de trigo em 23 mi de t, para 844 mil t, mas cortou a estimativa para 2026/27 de 821 para 817 mil t.