O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (27) em forte baixa de 13,00 pontos e 2,05%, cotado a US$ cents 622,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês caiu 6,50 pontos e 0,96%, a US$ cents 669,75/bushel.
Por outro lado, no recorte semanal, os ativos acumulam amplos perdas de 3,68% na CBOT e 1,80% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelas boas chuvas nas Planícies norte-americanas, bem como pelo avanço dos trabalhos de campo nas lavouras de trigo nos Estados Unidos.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, o Kansas – principal produtor de trigo do país – registrou precipitações e tempestades nas regiões central e sul do estado.
Ainda no campo, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a semeadura da safra 2026/27 de trigo de primavera do país atingiu 86% da área projetada – adiantado em relação à média normal (79%) –, após avançar 13 p.p. em uma semana. Na mesma época da temporada passada, a semeadura estava em 86%.
Quanto ao trigo de inverno, 73% das lavouras estão em fase de perfilhamento (progresso semanal 2 p.p.), contra 78% em igual período da última safra e 70% na média dos últimos cinco anos.
De acordo com o USDA, apesar dos bons níveis de precipitações, parte das lavouras segue danificada pela seca persistente das últimas semanas. Segundo o órgão, a umidade do solo classificada como muito baixa a baixa em 24 de maio era superior a 50% em todos os estados das Planícies, exceto na Dakota do Norte.
Maiores perdas eram limitadas pela demanda internacional aquecida. O USDA divulgou ontem (26) que o país embarcou 368 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 21 de maio. O Volume veio em linha com a projeção do mercado entre 300 mil t e 500 mil t.
Além disso, um grupo de fábricas de farinha da Coreia do Sul comprou 100 mil toneladas de trigo dos EUA (50 mil t) e do Canadá (50 mil t) por meio de uma licitação internacional.