O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (26) em forte queda de 10,75 pontos e 1,66%, cotado a US$ cents 635,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês caiu 5,75 pontos e 0,84%, a US$ cents 676,25/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelas boas precipitações nas regiões das lavouras de trigo nos Estados Unidos, bem como pela ampla oferta global do grão.
De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nas Grandes Planícies, as chuvas na região sul aumentaram a umidade do solo e está beneficiando pastagens, os campos de trigo e as culturas de verão recém-plantadas.
Na Europa, as exportações de trigo mole da União Europeia desde o início da temporada 2025/26, em 1º de julho, alcançaram 20,941 milhões de toneladas até o último dia 24 de maio, volume 6% acima ao registrado no mesmo período do ano passado.
Maiores perdas eram limitadas pela demanda internacional aquecida. O USDA divulgou hoje que o país embarcou 368 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 21 de maio. O Volume veio em linha com a projeção do mercado entre 300 mil t e 500 mil t.
Ademais, apesar do avanço nas exportações do bloco europeu, a Comissão Europeia reduziu suas estimativas para a produção de trigo da UE na safra 2026/27, tendo em vista a alta dos preços de energia e fertilizantes. A projeção da entidade foi de 127,3 mi de t para 126,9 mi de t do cereal.
No radar, o mercado aguarda a divulgação do boletim semanal do USDA sobre os estágios e condições das lavouras norte-americanas.