O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (14) em expressiva alta de 21,50 pontos e 3,29%, cotado a US$ cents 674,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançou 33,75 pontos e 4,68%, a US$ cents 754,25/bushel.
No recorte semanal, os futuros fecharam em campo positivo com amplos ganhos de 5,39% na CBOT e 5,64% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pelas tensões geopolíticas na região exportadora do Mar Negro.
Mais cedo, a Rússia rejeitou a possibilidade de um cessar-fogo com a Ucrânia no Mar Negro, em meio à intensificação dos ataques contra embarcações comerciais e portos na região nas últimas semanas.
Em comunicado, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia de promover ataques contra navios com o objetivo de desestabilizar a navegação civil e prolongar o conflito.
Os ataques entre os dois países também têm sido direcionados para atingir a infraestrutura energética um do outro, como usinas, unidades de processamento de gás e refinarias.
Ademais, condições climáticas adversas nas regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos também forneceram suporte às cotações.
De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apesar das boas chuvas na região norte das Planícies beneficiar as áreas de cultivo, as recentes precipitações estão atrasando os trabalhos de campo.
Além da colheita em ritmo mais lento, a região sul das Planícies norte-americanas segue afetada pelo calor intenso e a seca persistente. As lavouras do Kansas, principal estado produtor do cereal dos EUA, estão entre as mais afetadas.