O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (7) em baixa moderada de 5,00 pontos e 0,81%, cotado a US$ cents 612,25/bushel, com recuo parcial na semana de 4,00%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão despencou 19,75 pontos e 2,87%, a US$ cents 667,25/bushel – com perda semanal de 3,92%.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o que afetou o mercado das commodities agrícolas. Além disso, a demanda internacional enfraquecida também exerceu pressão sobre as cotações norte-americanas.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou os registros de vendas para exportação da safra 2025/26, referentes à semana encerrada em 30 de abril. Segundo o órgão, os EUA comercializaram 79 mil toneladas do cereal no período, volume abaixo da projeção do mercado de 100 mil t a 300 mil t.
Maiores perdas foram limitadas pelas condições climáticas adversas nas regiões produtoras de trigo norte-americanas.
De acordo com o Drought Monitor do USDA, o trigo de inverno registrou uma leve deterioração de 1 ponto percentual na semana encerrada em 5 de maio, com 70% das áreas sob seca. Porém, o índice segue bem acima do registrado no mesmo período de 2025 (22%).
Já as condições climáticas das lavouras de trigo de primavera se mantiveram estáveis, com 18% da área sob seca, abaixo dos 37% do ano passado – queda de 19 pontos percentuais.
Segundo o boletim climático diário do USDA, o tempo frio prevalece, com geadas generalizadas nas planícies centrais e arredores. Ademais, a seca segue alastrando pelas planícies, as lavouras na região foram classificados como em condições muito ruins ou ruins em mais da metade dos estados em 3 de maio, com destaque para Nebraska (72%) e o Colorado (57%).