O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (2) em queda moderada de 5,75 pontos e 0,94%, cotado a US$ cents 603,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês caiu 12,25 pontos e 1,89%, a US$ cents 634,75/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo avanço dos trabalhos de campo nas lavouras da safra de inverno 2025/26 do trigo nos Estados Unidos, bem como pela ampla oferta global do grão nos mercados internacionais.

Segundo os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 87% das lavouras de trigo de inverno já atingiram a fase de espigamento, avanço semanal de nove pontos percentuais. No mesmo período do ano passado, o índice era de 83%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 79%.

Apesar do avanço no desenvolvimento das lavouras, apenas 26% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes, percentual estável em relação à semana anterior, mas muito inferior aos 52% observados no mesmo período da safra passada.

A colheita do trigo de inverno também começou a ganhar ritmo, atingindo 5% da área cultivada, acima dos 3% registrados no mesmo período do ano passado.

No caso do trigo de primavera, o plantio alcançou 94% da área prevista, acima da média histórica de 89% e em linha com o registrado há um ano. Além disso, 72% das lavouras já emergiram, superando a média quinquenal de 67%.

Ainda no campo, o boletim climático diário do USDA informou que as chuvas, que atingiram as regiões das Planícies dos EUA, trouxeram um alívio limitado para a seca com as condições dos principais estados produtores ainda classificadas como ruim e muito ruim.

No cenário internacional, a Comissão Europeia informou hoje que as exportações de trigo mole da União Europeia desde o início da temporada 2025/26, em 1º de julho, alcançaram 21,467 milhões de toneladas até o último dia 31 de maio, volume 6% acima ao registrado no mesmo período do ano passado.