O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (7) em forte alta de 8,50 pontos e 1,35%, cotado a US$ cents 639,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançou 14,25 pontos e 2,04%, a US$ cents 714,00/bushel.
No recorte semanal, os futuros fecharam em campo positivo com ganhos de 0,08% na CBOT e 0,92% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pelas condições climáticas adversas nas regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as temperaturas elevadas de forma generalizada, especialmente nas planícies centrais e do sul, continuam a causar níveis variáveis de estresse em áreas de pastagem natural, pastagens cultivadas e culturas de verão de sequeiro.
Ademais, segundo o relatório Drought Monitor do USDA, a seca sobre as áreas de plantio do trigo de primavera apresentou forte deterioração, com 58% das áreas localizadas em regiões sob seca, avanço de 16 pontos percentuais frente aos 42% da semana anterior. O índice também supera os 35% registrados no mesmo período do último ciclo.
Além disso, a parcela das lavouras de trigo de inverno em regiões de seca aumentou de 48% para 50%, alta de 2 pontos percentuais na semana. O percentual também está acima dos 30% observados há um ano.
Nos mercados internacionais, os conflitos na região exportadora do Mar Negro, entre Rússia e Ucrânia, seguem dando suporte aos contratos do trigo norte-americano. Devido as ofensivas, ambos os países estudam ampliar os envios de remessas de grãos por rotas alternativas.
Segundo o vice-diretor da Ukrainian Railways, Valerii Tkachev, nos últimos dias a Ucrânia teve de aumentar o fluxo de exportações por linhas ferroviárias pela Polônia e a Romênia.