O contrato de dezembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (1º) em forte alta de 8,50 pontos e 1,10%, cotado a US$ cents 782,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês anotou ganho de 7,25 pontos e 0,87%, a US$ cents 845,25/bushel.
Os preços do cereal foram novamente impulsionados neste pregão pelas tensões geopolíticas na região exportadora do Mar Negro e do Mar de Azov.
Durante a última madrugada, ataques da Rússia atingiram a infraestrutura portuária da região de Odessa, no sul da Ucrânia, e uma passagem de fronteira com a Romênia. Além disso, outras áreas das sociedades ucranianas e russas também estão sendo drasticamente afetadas pela recente escalada do conflito, como o setor energético.
Os problemas logísticos e de infraestrutura enfrentados na região têm levado importadores globais do cereal a buscarem outros fornecedores, como a União Europeia e os Estados Unidos.
Dados atualizados hoje pela Comissão Europeia mostram que as exportações de trigo mole do bloco europeu desde o início da temporada 2026/27, em 1º de julho, alcançaram 4,156 milhões de toneladas até o dia 30 de agosto, volume 4% abaixo do registrado no mesmo período do ciclo passado.
As condições climáticas adversas nas lavouras norte-americanas de trigo também deram suporte aos preços do cereal. Por lá, a colheita da safra de primavera alcançou 77% da área cultivada, ritmo superior ao observado na média dos últimos anos para o período (68%).
Segundo o boletim climático do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas Planícies, prevalece um clima quente e com baixa umidade superficial do solo, em toda a metade sul da região, em meio ao agravamento da seca.