O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (12) em expressiva alta de 22,50 pontos e 3,57%, cotado a US$ cents 652,75/bushel, com ganho na parcial da semana de 2,03%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês avançou 21,50 pontos e 3,07%, a US$ cents 720,75/bushel – com valorização semanal de 0,95%.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pela repercussão positiva da divulgação do relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Para o trigo dos EUA, o departamento reduziu os estoques finais da safra 2026/27 para 19,51 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 19,66 milhões de toneladas.
A produção norte-americana do cereal no ciclo atual também foi revista para baixo, de 41,81 mi de t para 41,66 mi de t.
Além disso, a projeção do USDA para a produção global de trigo na temporada vigente também foi revisada. Atualmente, o dado é estimado em 819,30 mi de t, ante projeção anterior de 819,97 mi de t.
Nos mercados internacionais, as exportações de trigo mole da União Europeia desde o início da temporada 2026/27, em 1º de julho, alcançaram 1,011 milhão de toneladas até o dia 9 de agosto. Volume 57% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, segundo os dados da Comissão Europeia.
No campo climático, segundo o boletim do USDA, diversos trechos das Grandes Planícies seguem sendo afetadas por altas temperaturas e um tempo bastante seco, o que afeta diretamente a umidade da camada superficial do solo das lavouras de trigo.
No radar, o USDA divulgará nesta quinta-feira (13) o relatório semanal de vendas para exportação, além da atualização das condições de seca nas principais áreas agrícolas dos EUA.