Às 9h55 (horário de Brasília) desta quinta-feira (21), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava moderada baixa de 4,00 pontos e 0,61%, cotado a US$ cents 656,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês recuava em igual intensidade, a US$ cents 694,50/bushel.

Por outro lado, na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 3,26% e 0,94%, nesta ordem.

Na véspera (20), o contrato de julho recuou 1,01% na CBOT, a US$ cents 660,50/bushel, e 0,71% na KCBT, a US$ cents 698,75/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela melhora das condições climáticas após o registro de novas precipitações em áreas de lavouras, principalmente no Kansasprincipal estado produtor de trigo dos Estados Unidos.

Segundo analistas da Universidade Estadual do Kansas, as chuvas na região devem seguir constantes até este sábado (23). Essas condições podem aliviar, em algum grau, a falta de umidade que deve fazer os agricultores abandonarem cerca de 4,42 milhões de hectares dos 17,73 milhões semeados com trigo, conforme projetado pelo USDA em seu último relatório mensal de oferta e demanda.

Maiores ganhos, no entanto, eram limitados pela demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano.

Há pouco, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas líquidas de trigo da safra 2025/26 totalizaram 166,3 mil toneladas na semana encerrada em 14 de maio. O volume ficou acima das 133 mil toneladas registradas na semana anterior e 28% superior à média das últimas quatro semanas.

Mais tarde, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) divulgará seu relatório mensal com atualizações para as projeções globais de produção de grãos nas temporadas 2025/26 e 2026/27. Além disso, os investidores aguardam pela divulgação do Drought Monitor, que deve fornecer mais pistas sobre o avanço da seca nas regiões agrícolas norte-americanas.