Às 9h59 (horário de Brasília) desta quarta-feira (20), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve baixa de 2,50 pontos e 0,37%, cotado a US$ cents 664,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês recuava 3,25 pontos e 0,46%, a US$ cents 700,50/bushel.
Por outro lado, na parcial da semana, os ativos acumulam ganhos de 4,56% e 1,82%, nesta ordem.
Na véspera (19), o contrato do trigo avançou 0,41% na CBOT, a US$ cents 667,25/bushel. Já na KCBT, o cereal fechou em estabilidade, a US$ cents 703,75/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela desescalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio, após o presidente Donald Trump afirmar que o Irã deseja fechar um acordo de paz com os Estados Unidos.
O anúncio afetou diretamente o preço do petróleo bruto, que por consequência exerce influência sobre os mercados das commodities agrícolas norte-americanas.
Maiores perdas eram evitadas pelas condições climáticas adversas nas regiões de lavoura do trigo nos EUA.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas Planícies, alertas de geada e congelamento estavam em vigor no início do dia em grande parte das Dakotas, estendendo-se até o norte do Nebraska. Os produtores monitorando possíveis danos à safra do cereal causados pelo congelamento.
Temperaturas abaixo do normal cobrem o restante da região central do país, enquanto uma chuva fraca está se desenvolvendo nas Planícies Centrais, área bastante atingida pela seca.
De acordo com o levantamento do USDA realizado até o último domingo (17), apenas 27% das lavouras de trigo de inverno do país estavam classificadas como boas ou excelentes. O índice representa queda de um ponto percentual frente à semana anterior e configura o pior desempenho para este período do ano desde 1996.