Às 9h32 (horário de Brasília) desta quinta-feira (23), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) operava em alta moderada de 3,25 pontos e 0,54%, cotado a US$ cents 602,50/bushel, com ganho na parcial da semana de 1,90%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subia 7,50 pontos e 1,18%, a US$ cents 645,25/bushel, com avanço parcial semanal de 1,33%.
Na véspera (22), os vencimentos do cereal anotaram perdas de 0,95% na CBOT e 0,89% na KCBT, cotados 599,25/bushel e 637,75/bushel, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços do cereal eram impulsionados pela seca severa que atinge as principais regiões produtoras de trigo de inverno norte-americanas.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, fortes rajadas de vento também estão afetando o sudoeste do Kansas e as regiões montanhosas de Oklahoma e Texas.
Segundo o órgão meteorológico, os níveis alarmantes de seca e estiagem nas áreas de lavoura do cereal também acendem o alerta para novos incêndios florestais.
Também favorecendo os preços, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou que a área semeada de trigo na Argentina na safra 2026/27 será de 6,5 milhões de hectares. O número representa uma queda anual de 3%, mas ainda fica 2,8% acima da média das últimas cinco temporadas.
Ainda no cenário internacional, a Arábia Saudita lançou uma nova licitação para compra de 710 mil toneladas de trigo. A entrega está prevista para ocorrer entre junho e agosto. Os carregamentos tem como destino apenas os portos sauditas do Mar Vermelho, o que evitaria o bloqueio do Estreito de Ormuz.
No radar, os investidores aguardam a divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), além da atualização do mapa de seca nas lavouras norte-americanas, o relatório Drought Monitor.