Às 9h59 (horário de Brasília) desta quarta-feira (27), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava forte baixa de 10,75 pontos e 1,69%, cotado a US$ cents 624,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês recuava 7,75 pontos e 1,15%, a US$ cents 668,50/bushel.
Na parcial da semana, os ativos acumulam perdas de 3,33% e 1,98%, nesta ordem.
Na véspera (26), o contrato do trigo recuou 1,66% na CBOT, a US$ cents 635,50/bushel. Já na KCBT, o cereal fechou com queda de 0,84%, a US$ cents 676,25/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela ampla oferta global de trigo proveniente da safra de outros países produtores do Hemisfério Norte, bem como pelas chuvas na regiões produtoras nos Estados Unidos.
Segundo o boletim do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, o Kansas – principal produtor de trigo do país – registrou precipitações e tempestades nas regiões central e sul do estado.
Ainda no campo, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a semeadura da safra 2026/27 de trigo de primavera do país atingiu 86% da área projetada – adiantado em relação à média normal (79%) –, após avançar 13 p.p. em uma semana. Na mesma época da temporada passada, a semeadura estava em 86%.
No caso do trigo de inverno, 73% das lavouras estão em fase de perfilhamento (progresso semanal 2 p.p.), contra 78% em igual período da última safra e 70% na média dos últimos cinco anos.
Maiores perdas eram limitadas pela demanda internacional aquecida. O USDA divulgou hoje que o país embarcou 368 mil toneladas de trigo na semana encerrada em 21 de maio. O Volume veio em linha com a projeção do mercado entre 300 mil t e 500 mil t.
Além disso, um grupo de fábricas de farinha da Coreia do Sul comprou 100 mil toneladas de trigo dos EUA (50 mil t) e do Canadá (50 mil t) por meio de uma licitação internacional.