Às 9h53 (horário de Brasília) desta terça-feira (12), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava forte alta de 6,50 pontos e 1,01%, cotado a US$ cents 634,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava 10,25 pontos e 1,48%, a US$ cents 684,25/bushel.

Na véspera (11), o contrato do trigo subiu 2,42% na CBOT, a US$ cents 634,00/bushel. Na KCBT, o cereal registrou avanço de 1,55%, a US$ cents 686,25/bushel.

Nesta manhã, os preços do cereal eram impulsionados pela piora nas condições das lavouras de trigo dos Estados Unidos, bem como pela demanda internacional aquecida pelo grão norte-americano.

Na véspera, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) classificou 28% das lavouras de trigo de inverno como boas ou excelentes, queda de 3 pontos percentuais frente a semana anterior (31%) e o menor índice desde 2022.

A projeção do mercado era que 32% das lavouras estivessem em condições boas/excelentes, os dados reforçam as análises de que as chuvas recentes não conseguiram reverter os danos sobre as lavouras previamente afetadas pela seca.

Quanto às exportações, segundo divulgado ontem pelo USDA, os agricultores norte-americanos embarcaram 511 mil toneladas do cereal semana encerrada em 7 de maio. Volume veio acima das projeções do mercado, de entre 300 mil t e 450 mil t.

No campo climático, o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA emitiu novos alertas para risco de incêndios florestais em áreas de lavoura nas Dakotas, Minnesota, Iowa e Nebraska.

No radar, os investidores também aguardam a divulgação, às 13h, do relatório mensal de oferta e demanda global (WASDE), que trará a primeira projeção de produção da safra norte-americana 2026/27.