Às 9h28 (horário de Brasília) desta terça-feira (24), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve alta de 2,25 pontos e 0,38%, cotado a US$ cents 590,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava na mesma intensidade, a US$ cents 605,50/bushel.
Na véspera (23), o cereal caiu 1,26% na CBOT, a US$ cents 587,75/bushel, e 0,49% na KCBT, a US$ cents 603,25/bushel.
Nesta manhã, os preços do trigo eram sustentados pela redução da área de plantio na Austrália, bem como pelas condições climáticas adversas nas regiões produtoras dos Estados Unidos.
Segundo o Departamento Australiano de Economia Agrícola e Ciências de Recursos (ABARES), os agricultores do país plantarão 11,8 milhões de hectares de trigo na temporada 2026/27, uma queda em relação aos 12,4 milhões de hectares do ano anterior. A ABARES também informou que a produção cairá para 33 mi de t, ante quase 36 mi de t em 2025.
A expectativa de menor área plantada na Austrália é reflexo das remessas de trigo paralisadas na região do Estreito de Ormuz. Além disso, a rota marítima também afetou a entrega de insumos, como fertilizantes, para os agricultores da Austrália, um dos principais países exportadores de trigo.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, alertas climáticos foram emitidos no oeste de Nebraska e no leste de Wyoming devido ao tempo seco persistente e a baixa umidade relativa do ar. Além disso, as fortes rajadas de vento na região contribuem para o risco elevado de incêndios florestais nas regiões de lavoura do trigo de inverno.
A demanda internacional aquecida pelo trigo norte-americano também contribuía para o viés positivo. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem que o país exportou 458 mil t do cereal na semana passada, volume 33,4% superior ao embarcado na semana anterior (344 mil t) e acima das projeções de mercado, que iam até 450 mil t.