Às 9h57 (horário de Brasília) desta sexta-feira (17), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve queda de 2,25 pontos e 0,38%, cotado a US$ cents 596,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão caía 4,50 pontos e 0,70%, a US$ cents 638,25/bushel. Na parcial da semana, os futuros acumulavam ganhos de 4,42% na CBOT e 8,04% na KCBT.
Na véspera (16), o cereal avançou 0,80% na CBOT e 2,76% na KCBT, cotado a US$ 598,50/bushel e US$ cents 642,75/bushel, respectivamente.
Nesta manhã, os preços do cereal foram pressionados por um movimento de realização de lucros após sessões de altas consecutivas.
Por outro lado, as preocupações dos agentes do mercado com as condições climáticas extremas das regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos limitavam maiores perdas.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, além da seca nas lavouras de trigo de inverno, há previsão de fortes geadas para grande parte do leste do Colorado, oeste do Kansas, no Novo México, bem como nas regiões costeiras de Oklahoma e Texas.
Além disso, A seca segue estável sob 68% das lavouras do trigo de inverno, segundo o relatório Drought Monitor, divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No comparativo anual, o índice está acima do registrado no mesmo período de 2025 (34%).
No Leste Europeu, analistas avaliam a intensidade da seca e estiagem em regiões de plantio de trigo no Mar Negro e em outras regiões do continente europeu.
Além das preocupações com as condições de seca, a Austrália também enfrenta a escassez de insumos agrícolas devido a interrupção do fluxo de embarques do produto no Estreito de Ormuz.
Ademais, o USDA divulgou ontem seus registros de vendas para exportação da semana encerrada em 9 de abril.
Segundo o órgão, o país norte-americano comercializou 100 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 no período. Volume veio em linha com as projeções do mercado – de 75 mil a 250 mil toneladas.