Às 9h28 (horário de Brasília) desta terça-feira (31), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava alta moderada de 3,25 pontos e 0,54%, cotado a US$ cents 610,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava 3,00 pontos e 0,48%, a US$ cents 629,25/bushel. No recorte mensal, o grão subia 3,09% e 8,31%, nesta ordem.
Na véspera (30), o contrato do trigo subiu 0,33% na CBOT, a US$ cents 607,00/bushel. Por outro lado, o cereal caiu 1,03% na KCBT, a US$ cents 626,25/bushel.
Nesta manhã, os preços do trigo eram sustentados pelas expectativas dos investidores quanto a divulgação das estimativas de área plantada nos Estados Unidos pelo Departamento de Agricultura (USDA) presentes no relatório anual de intenção de plantio do para a próxima temporada, além dos dados trimestrais de estoques, com base em 1º de março.
Dados coletados pela a DATAGRO indicam uma redução de 200 mil hectares para o grão, passando a 18,1 mi de ha de área total de plantio. Para os estoques, a consultoria aponta para um volume 5% acima frente ao mesmo período do ano passado.
As condições climáticas extremas nas regiões produtoras dos EUA também fornecia suporte às cotações. Nas planícies do sul dos EUA, o clima seco, acompanhado de fortes rajadas de vento, segue predominante nos estados de Kansas, Oklahoma e Texas. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia do país, há previsão de tempestades para a região, com possibilidade de granizo e raios que podem ser prejudiciais às lavouras de trigo de inverno.
Ontem, o USDA divulgou o seu relatório semanal de embarques de trigo dos Estados Unidos, referentes à semana encerrada em 26 de março. Os EUA exportaram 364 mil toneladas de trigo na semana passada. O volume de exportações veio em linha com o projetado pelos agentes do mercado, entre 300 mil t e 500 mil t.