Às 9h36 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava leve alta de 2,00 pontos e 0,34%, cotado a US$ cents 584,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançava 5,25 pontos e 0,87%, a US$ cents 608,50/bushel.
Na véspera (13), o contrato do trigo subiu 1,97% na CBOT, a US$ cents 582,25/bushel. Na KCBT, o cereal registrou ganhos de 2,12%, a US$ cents 603,25/bushel.
Nesta manhã, as cotações do cereal eram beneficiadas pela continuidade da seca nas lavouras do trigo de inverno nos Estados Unidos. Assim como a demanda internacional aquecida que também fornecia suporte aos preços.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, desde o sul do Nebraska até o extremo norte do Texas, seguem em vigor os alertas para incêndios florestais. Além das altas temperaturas e o clima seco, fortes rajadas de vento são registradas na região.
Hoje, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou seu relatório de estágios e condições das lavouras norte-americanas. Atualmente, somente 34% das lavouras do trigo de inverno se encontram em boas condições, queda frente a semana anterior.
Quanto ao desenvolvimento da cultura, 11% das lavouras alcançou a fase de espigamento (progresso semanal de 4 p.p.) em 11% das lavouras, contra 8% em igual período da última safra e 7% na média dos últimos cinco anos.
Já o plantio do trigo de primavera atingiu 6% da área projetada – mesmo ritmo visto no ciclo anterior –, após avançar 4 p.p. em uma semana. Na média dos últimos cinco anos, a semeadura estava em 7%.
Quanto à demanda internacional, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou, ontem, os dados de embarques semanais de trigo referentes à semana encerrada em 9 de abril. O país norte-americano exportou 321 mil toneladas no período – volume em linha com o esperado pelo mercado, de entre 300 mil t e 500 mil t.
No radar, os investidores seguem atentos à possibilidade de uma solução diplomática para a guerra entre Estados Unidos e Irã, o que pode exercer influência sobre os preços do petróleo e das commodities agrícolas norte-americanas.