Às 9h51 (horário de Brasília) desta terça-feira (21), o contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava moderada baixa de 4,50 pontos e 0,67%, cotado a US$ cents 669,50/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 3,25 pontos e 0,45%, a US$ cents 720,50/bushel.
Na véspera (20), os vencimentos do cereal caíram 1,28% na CBOT e 1,16% na KCBT, cotados a US$ cents 674,00/bushel e US$ cents 723,75/bushel, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços eram pressionados pelos novos dados trazidos no relatório semanal de condições e estágios das lavouras norte-americanas da safra 2026/27 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
De acordo com o USDA, a colheita do trigo de inverno avançou para 74% da área cultivada, progresso semanal de 7 pontos percentuais. O ritmo supera os 72% registrados no mesmo período de 2025 e os 71% da média plurianual.
No caso do trigo de primavera, 86% das lavouras encontram-se na fase de perfilhamento, ritmo em linha ao observado no mesmo período da última temporada (86%) e na média das últimas safras (85%).
Quanto às condições das lavouras, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 53% do total, baixa de 5 p.p. na semana, mas ainda acima do registrado no ano passado (52%). Além disso, 35% estão classificadas como regulares e 12% como ruins/muito ruins.
No entanto, maiores perdas eram limitadas pelas condições climáticas extremas que vem atingindo as lavouras dos EUA nos últimos dias.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), avisos de calor extremo voltarão a entrar em vigor ontem em vários estados, incluindo Kansas, Oklahoma, Texas, Missouri, Arkansas e as regiões mais ao sul de Illinois e Indiana.
Quanto à demanda internacional, o USDA divulgou, nesta segunda-feira, os dados de embarques de trigo referentes à semana encerrada em 16 de julho. No período, os EUA exportaram 214 mil toneladas. O volume veio em linha com as projeções do mercado, de 200 a 300 mil t.