Às 9h58 (horário de Brasília) desta terça-feira (16), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava alta moderada de 4,25 pontos e 0,72%, cotado a US$ cents 594,00/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 3,50 pontos e 0,55%, a US$ cents 635,50/bushel.

Na véspera (15), os vencimentos do cereal avançaram 0,90% na CBOT e 0,87% na KCBT, cotados a US$ cents 589,75/bushel e US$ cents 640,00/bushel, nesta ordem.

Nesta manhã, os preços do cereal eram beneficiados pela piora das condições climáticas nas regiões produtoras de trigo de inverno nos Estados Unidos.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, incêndios florestais são esperados em partes do centro-sul do Nebraska e do centro-norte do Kansas. Alertas foram emitidos também para a baixa umidade do ar acompanhada por fortes rajadas de vento.

De acordo com os dados do Drought Monitor, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a seca extrema ainda cobre boa parte dos estados produtores do grão, como o Nebraska (50% das áreas afetadas pela estiagem), Colorado (36%) e Oklahoma (31%).

Maiores ganhos, no entanto, eram limitados pelos avanços dos trabalhos de campo na colheita da safra 2025/26 do trigo de inverno norte-americano, de acordo com os dados do USDA.

A colheita alcançou 25% da área prevista, ritmo consideravelmente acima do ano passado (11%) e superior à média dos últimos cinco anos (13%).

Já sobre as condições das lavouras, a classificação sobre a safra invernal como boa ou excelente subiu de 25% para 27% na semana. Porém, o percentual ainda está bem abaixo da classificação de 52% no mesmo período do ciclo anterior.

Quanto à semeadura do trigo de primavera, a emergência das plantas atingiu 95% da área cultivada, acima dos 87% observados no ano passado e dos 89% da média histórica para o período.

Segundo o USDA, 55% dos campos do trigo de primavera está em boas ou excelentes condições, melhora de 52% no comparativo semanal.

A demanda internacional enfraquecida pelo cereal norte-americano também exercia pressão sobre as cotações.

Ontem, o USDA divulgou que os envios de trigo do país totalizaram 334 mil toneladas na semana encerrada em 11 de junho. Apesar do avanço frente a semana anterior (323 mil t), o volume veio abaixo das projeções dos investidores, de 350 mil a 550 mil toneladas.