Às 10h26 (horário de Brasília) desta terça-feira (30), o contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 2,25 pontos e 0,40%, cotado a US$ cents 571,75/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 1,50 ponto e 0,25%, a US$ cents 598,50/bushel.
No mês de junho, os futuros acumulam perdas parciais de 6,35% na CBOT e 7,89% na KCBT.
Na véspera (29), os vencimentos do cereal recuaram 1,51% na CBOT e 1,80% na KCBT, cotados a US$ cents 569,50/bushel e US$ cents 600,00/bushel, nesta ordem.
Nesta manhã, os preços internos eram sustentados pelas condições climáticas adversas nas regiões de lavoura do trigo de inverno nos Estados Unidos.
No Kansas, principal estado norte-americano produtor do grão, segue sendo afetado por uma onda de calor extremo. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), as altas temperaturas devem persistir até a noite de quinta-feira (2).
Quanto à demanda internacional, exportadores norte-americanos reportaram hoje ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) uma venda de 100 mil toneladas de trigo para a Nigéria, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.
No campo, a colheita das lavouras do trigo segue sendo monitorada. Segundo o levantamento do USDA, até o dia 28 de junho, os trabalhos chegaram a 48% da área cultivada, à frente dos 39% da média plurianual. O avanço semanal foi de 8 pontos percentuais.
Atualmente, 26% apresentam condições boas e excelentes – mesmo percentual observado na semana anterior e bem abaixo dos 48% da mesma época do ano passado. Ademais, 27% estão em situação regular e 47% em ruins e muito ruins.
Quanto ao trigo de primavera, 35% das lavouras se encontram em fase de perfilhamento, ritmo levemente adiantado ante os 34% observado na média dos últimos cinco anos.
Sobre as condições das lavouras, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 59% do total (avanço de 5 p.p.). Ademais, 34% estão classificadas como regulares e 7% como ruins/muito ruins.
Por outro lado, analistas independentes também apontam que a ampla oferta global do cereal e a queda dos preços do petróleo bruto exerciam pressão sobre as cotações da comodity agrícola norte-americana.
Mais tarde, o USDA publicará ainda o relatório trimestral de estoques na posição 1º de junho.