Às 9h34 (horário de Brasília) desta sexta-feira (20), o contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) anotava forte queda de 9,00 pontos e 1,48%, cotado a US$ cents 599,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão recuava 11,25 pontos e 1,79%, a US$ cents 616,00/bushel. Na parcial da semana, os futuros acumulavam perdas de 2,40% na CBOT e 2,22% na KCBT.

Na véspera (19), o cereal subiu 0,62% na CBOT e avançou 0,52% na KCBT, cotado a US$ 608,00/bushel e US$ cents 629,25/bushel, respectivamente.

Nesta manhã, os preços eram pressionados pela queda do preço do petróleo, que ocorreu após a declaração conjunta da Grã-BretanhaFrançaAlemanhaHolanda Japão que afirmaram estarem de prontidão para auxiliar os Estados Unidos nas operações de escolta de navios no Estreito de Ormuz.

A comercialização do cereal norte-americano abaixo do projetado pelo mercado também contribuía para o viés negativo. Segundo o registro de vendas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), na semana encerrada em 12 de março, os EUA venderam 190 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 no período, montante é 58,2% inferior ao registrado na semana anterior (455 mil t).

Maiores perdas eram limitadas pelas preocupações com as condições climáticas adversas nas regiões produtoras do país norte-americano. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, o risco de incêndios florestais nas planícies altas do Norte e do centro do país continuam a crescer. Além do calor recorde, a baixa umidade do ar e as poucas precipitações preocupam os analistas.

Ainda no campo climático, o relatório Drought Monitor do USDA informou que as condições de seca nas lavouras de trigo de inverno se mantiveram em 55% da área cultivada na última semana. No comparativo anual, no entanto, as regiões afetadas pela estiagem avançaram 21 pontos percentuais.

Ademais, o mercado acompanha as novas estimativas do Conselho Internacional de Grãos (IGC).

O órgão projeta a produção global de trigo em 845 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima das 842 milhões estimadas anteriormente. No entanto, para a temporada 2026/27, a expectativa é de uma safra menor, de 822 milhões de toneladas.