O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (9) em leve alta de 2,00 pontos e 0,34%, cotado a US$ cents 585,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês avançou 1,00 ponto e 0,16%, a US$ cents 630,75/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pela piora das condições das lavouras de trigo nos Estados Unidos, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Os agentes do mercado consideram a classificação do USDA, de apenas 25% como boa e excelente da safra de trigo de inverno dos EUA (queda de 1 ponto percentual frente a semana anterior), abaixo do esperado. A atual condição da safra do grão é a pior desde 2006.

Segundo os dados do governo norte-americano, a avaliação está bem abaixo dos 54% da mesma época do ano passado. Ademais, 92% das lavouras alcançaram a fase de perfilhamento (progresso semanal de 5 p.p.), contra 87% em igual período da última safra.

Já o plantio do trigo de primavera atingiu 98% da área projetada – adiantado em relação à média normal (95%) –, após avançar 4 p.p. em uma semana. Na mesma época da temporada passada, a semeadura também estava em 98%.

Sobre as condições das lavouras, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 52% do total, próximo aos 53% da safra passada. Ademais, 42% estão classificadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.

Quanto à demanda internacional, o USDA divulgou ontem os dados de embarques de trigo referentes à semana encerrada em 4 de junho. Os EUA enviaram 320 mil toneladas de trigo no período, volume dentro da projeção dos analistas de entre 250 mil t e 450 mil t.

No entanto, a ampla oferta global do cereal oriunda das safras de países produtores do Hemisfério Norte segue limitado maiores ganhos.

Na Europa, as exportações de trigo mole da União Europeia desde o início da temporada 2025/26, em 1º de julho, alcançaram 22,054 milhões de toneladas até o último dia 7 de junho, volume 7% acima ao registrado no mesmo período do ano passado, mostram dados publicados hoje pela Comissão Europeia.