O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (28) em leve alta de 2,50 pontos e 0,38%, cotado a US$ cents 662,50/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês recuou 2,75 pontos e 0,38%, a US$ cents 726,25/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal receberam suporte pelas condições climáticas adversas nas porções norte e sul das Planícies norte-americanas, com altas temperaturas e tempo predominantemente seco.

De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apesar do calor favorece a maturação de cereais de inverno e o início da colheita, em muitas áreas, contudo, a redução das reservas de umidade do solo está aumentando a demanda por irrigação e sobrecarregando áreas de pastagem nativa e pastagens cultivadas.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), a onda de calor no Meio-Oeste do país pode alcançar temperaturas de 46°C.

No entanto, as cotações eram pressionadas pelo progresso da colheita do cereal. Segundo o USDA, a colheita do trigo de primavera, até o último domingo (26), alcançou 2% da área cultivada – ritmo em linha com o observado na média dos últimos cinco anos. Além disso, 95% das lavouras encontram-se na fase de perfilhamento.

Quanto às condições das lavouras da variedade do cereal, as áreas classificadas como boas/excelentes representam 53% do total, acima do registrado no ano passado (49%). Ademais, 35% estão classificadas como regulares e 12% como ruins/muito ruins.

Quanto ao trigo de inverno, a colheita avançou para 81% da área cultivada, progresso semanal de 6 p.p. O ritmo supera os 79% registrados no mesmo período de 2025 e na média plurianual.

Nos mercados internacionais, as exportações de trigo mole da União Europeia desde o início da temporada 2026/27, em 1º de julho, alcançaram 570,9 mil toneladas até o dia 26 de julho, volume 61% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, mostram dados publicados pela Comissão Europeia.