O contrato de maio do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (16) em alta moderada de 4,75 pontos e 0,80%, cotado a US$ cents 598,50/bushel, com avanço parcial na semana de 4,82%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subiu 17,25 pontos e 2,76%, a US$ cents 642,75/bushel – mas com ganho semanal de 8,80%.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pela continuidade das condições climáticas extremas nas principais regiões produtores dos Estados Unidos.
De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas Planícies, o clima segue muito quente, com pastagens e lavouras de trigo de inverno prejudicadas pela baixa umidade do ar.
Nas Grandes Planícies, o órgão também alertou para uma ameaça persistente de incêndios florestais no trecho sul da região. Paralelamente, mais ao norte, há previsão de geadas em zonas de plantio já bastante afetadas pela seca, o que preocupa os agricultores quanto aos possíveis danos às lavouras.
A seca segue estável sob 68% das lavouras do trigo de inverno, segundo o relatório Drought Monitor, divulgado hoje pelo USDA. No comparativo anual, o índice está acima do registrado no mesmo período de 2025 ( 34% ).
O Kansas, principal estado produtor de trigo de inverno dos EUA, vêm sendo afetado drasticamente pela estiagem. Atualmente, 11% da região se encontra em estado de seca severa, ante 6% na semana anterior.
Ademais, o USDA também divulgou seus registros de vendas para exportação da semana encerrada em 9 de abril.
Segundo o órgão, o país norte-americano comercializou 100 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 no período. Volume veio em linha com as projeções do mercado – de 75 mil a 250 mil toneladas.