O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (21) em moderada alta de 4,00 pontos e 0,59%, cotado a US$ cents 678,00/bushel. Já na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês avançou 9,25 pontos e 1,28%, a US$ cents 733,00/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal norte-americano foram impulsionados pelas condições climáticas extremas nas lavouras de trigo dos Estados Unidos, bem como pelas tensões geopolíticas e militares na região exportadora do Mar Negro.
De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as áreas agrícolas na metade sul da região das Planícies segue sendo atingida por uma onda de calor contínua que vem reduzindo a umidade do solo.
Em 19 de julho, a umidade da camada superficial do solo nos dez estados que abrangem as Montanhas Rochosas e as Planícies já variava de 34% (níveis de muito baixos a baixos) no Kansas a 93% no Colorado.
Apesar de ambos os países envolvidos no conflito no Leste Europeu – Rússia e Ucrânia – afirmarem que produzirão safras robustas do cereal, há o risco de que as exportações de grãos dos dois países sejam prejudicadas na atual temporada.
Após os recentes ataques à infraestrutura portuária e embarcações de ambas as nações, a expectativa é que as rotas comerciais no Mar Negro sigam afetadas pelas tensões geopolíticas, gerando uma queda considerável nos envios de remessas de trigo.
Quanto às condições das lavouras norte-americanas, o USDA informou que a colheita do trigo de inverno avançou para 74% da área cultivada, progresso semanal de 7 pontos percentuais.
No caso do trigo de primavera, 86% das lavouras encontram-se na fase de perfilhamento, ritmo em linha ao observado no mesmo período da última temporada (86%) e na média das últimas safras (85%).
Quanto à demanda internacional, o USDA divulgou, nesta segunda-feira, os dados de embarques de trigo referentes à semana encerrada em 16 de julho. No período, os EUA exportaram 214 mil toneladas. O volume veio em linha com as projeções do mercado, de 200 a 300 mil t.