O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (15) em alta moderada de 5,25 pontos e 0,90%, cotado a US$ cents 589,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo fechou com avanço de 5,50 pontos e 0,87%, a US$ cents 640,00/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados por um movimento de ajuste nas posições, tendo em vista a queda das cotações nos últimos dias. Além disso, a deterioração das condições climáticas nas lavouras norte-americanas também deu suporte aos contratos do trigo.

De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nas Planícies, o clima predominantemente seco acompanha temperaturas abaixo do normal para o período.

Apesar das chuvas recentes nos campos do cereal, a seca extrema ainda cobre boa parte dos estados produtores do grão, como o Nebraska (50% das áreas afetadas pela estiagem), Colorado (36%) e Oklahoma (31%).

No Leste Europeu, o Ministério da Política Agrária da Ucrânia informou que o país exportou 34,943 milhões de toneladas até 12 de junho deste ano. O volume está consideravelmente abaixo das 39,586 mi de t embarcadas no mesmo período do ciclo anterior.

Segundo analistas independentes, importadores de grãos e outras commodities agrícolas aguardam as definições do acordo de paz entre EUA e Irã para voltar a realizar novas licitações. Esse movimento indiciaria uma procura renovada após o fim das tratativas diplomáticas.

Maiores ganhos, no entanto, foram limitados pela demanda internacional enfraquecida pelo cereal norte-americano. Segundo o USDA, os envios de trigo do país totalizaram 334 mil toneladas na semana encerrada em 11 de junho. Apesar do avanço frente a semana anterior (323 mil t), o volume veio abaixo das projeções dos investidores, de 350 mil a 550 mil toneladas.

No radar, os investidores aguardam a divulgação da atualização semanal das condições e dos estágios das lavouras norte-americanas pelo USDA.