O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (6) em expressiva alta de 14,25 pontos e 2,38%, cotado a US$ cents 614,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês avançou 11,25 pontos e 1,76%, a US$ cents 649,75/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados pelas condições climáticas adversas tanto nas áreas de lavoura dos Estados Unidos quanto na Europa.
De acordo com o boletim climático do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), nas Grandes Planícies, a baixa umidade do solo e o clima quente seguiu afetando os campos de trigo.
Analistas independentes também monitoram a previsão do tempo para as lavouras europeias do grão. A expectativa é de altas temperaturas na França, grande produtor do cereal na União Europeia (UE), nos próximos dias.
A Arábia Saudita anunciou uma nova licitação internacional para adquirir 661 mil toneladas de trigo. No entanto, analistas avaliam que o trigo russo poderá absorver uma grande parcela das compras.
Na Rússia, o Ministério da Agricultura divulgou hoje o aumento da taxa de exportação sobre o cereal, as quais estavam zeradas a 11 semanas consecutivas. A partir do dia 8 de julho, o trigo será tarifado em 370,1 rublos por tonelada.
No entanto, maiores ganhos foram limitados pela demanda internacional enfraquecida pelo grão norte-americano. Segundo dados do USDA, os EUA embarcaram 134 mil toneladas na última semana, frustrando as projeções do mercado, que iam de 300 mil t e 500 mil t.