O contrato de maio da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTencerrou esta terça-feira (28) em leve baixa de 4,25 pontos e 0,36%, cotado a US$ cents 1.173,00/bushel; o de julho cedeu 2,75 pontos e 0,23%, a US$ cents 1.189,25/bushel.

Em relação aos derivados, o farelo caiu 0,12%, enquanto que o óleo valorizou 1,55%.

Neste pregão, os preços foram pressionados pelo bom ritmo de semeadura da safra 2026/27 dos Estados Unidos.

Segundo o boletim semanal de estágios e condições do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o plantio atingiu 23% da área projetada, avanço semanal de 11 pontos percentuais. O desempenho supera os 17% registrados no mesmo período do ano passado e os 12% da média dos últimos cinco anos.

Além disso, 8% das lavouras já estão em emergência, acima dos padrões históricos.

Em relação ao clima no Corn Belt, área que engloba a produção de soja e milho norte-americano, o boletim diário de clima do USDA alertou para possíveis impactos nas lavouras, após tempestades entre Missouri e o sudoeste de Ohio.

Também contribuiu para o viés negativo a alta do dólar perante as principais moedas globais, com ganho de 0,12% do DXY, fator que desfavorece os embarques norte-americanos.

 

Milho

O contrato de maio do milho negociado na CBOT avançou 4,50 pontos e 0,98%, cotado a US$ cents 465,25/bushel; e do julho valorizou 6,25 pontos e 1,33%, a US$ cents 475,50/bushel.

Os preços foram sustentados pelo clima excessivamente úmido no Corn Belt, com alertas do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) para possíveis inundações em estados como Missouri e Illinois, o que pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras.

De acordo com o USDA, o plantio da safra 2026/27 já alcança cerca de 25% da área prevista, com 7% em fase de emergência.

Também favoreceu os preços a valorização do petróleo no mercado internacional, o que tende a ampliar a competitividade do etanol à base de milho.

No radar, os agentes acompanham os trabalhos de campo no Brasil e na Argentina, além das preocupações com a volatilidade dos preços dos fertilizantes.

 

Trigo

O vencimento de maio do trigo negociado em Chicago disparou 27,50 pontos e 4,42%, cotado a US$ cents 649,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o grão subiu 29,50 pontos e 4,42%, a US$ cents 696,75/bushel.

As cotações do cereal foram impulsionadas pelas condições climáticas secas nas regiões produtoras de trigo nos EUA. Conforme o USDA, apenas 30% das lavouras de trigo estão em boas condições, bem abaixo dos 49% registrados no mesmo período do ano passado. As áreas classificadas como ruins ou muito ruins subiram de 33% para 35%.

No Kansas, principal estado produtor de trigo de inverno, apenas 23% das lavouras foram consideradas boas ou excelentes, enquanto 41% estão em condições ruins ou muito ruins.

Os agentes do mercado avaliam a possível chegada de chuvas na região, o que pode reduzir o estresse hídrico, mas os analistas avaliam que algumas áreas já tenham sofrido perda de produtividade irreversível.