Trigo encerra em leve baixa nos EUA nesta 4ª feira

O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (24) em leve baixa de 1,00 ponto e 0,17%, cotado a US$ cents 585,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês recuou na mesma intensidade, a US$ cents 617,25/bushel. Na parcial semanal, os contratos recuaram 3,30% e 4,15%, respectivamente.

Neste pregão, às cotações foram pressionados pela queda do complexo de grãos nos mercados dos Estados Unidos, à medida que o avanço do dólar global, com alta de 0,20% do DXY, e desvalorização do petróleo no mercado internacional, contribuíram para o viés de baixa.

Quanto ao clima na região das Planícies, o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reportou que a instabilidade climática persiste do Nebraska em direção ao sul.

“Apesar das chuvas recentes e em curso, os impactos remanescentes da seca incluem um ritmo de colheita incomumente acelerado para a safra de trigo de inverno — que apresenta desempenho abaixo da média — e condições precárias de áreas de pastagem natural e cultivada”, diz o documento.

Paralelamente, os agentes do mercado seguem atentos aos possíveis danos causados ​​pela onda de calor na Europa, o que pode reduzir a participação desses players do mercado e favorecer o trigo norte-americano.

Enquanto isso, a consultoria agrícola russa, Sovecon, reduziu sua previsão para a safra de trigo russo de 2026 para 88,9 milhões de toneladas, ante 90,3 milhões de toneladas, após um corte em sua estimativa de área plantada, estimada na menor em 12 anos.

Para amanhã (25), as atenções do mercado se voltam para o relatório semanal de vendas para exportação do USDA, que poderá oferecer novos sinais sobre o ritmo da demanda internacional por trigo norte-americano.