O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (11) em leve baixa de 0,75 ponto e 0,13%, cotado a US$ cents 586,75/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês subiu 4,25 pontos e 0,67%, a US$ cents 634,75/bushel.
Porém, no recorte semanal, os ativos seguem em campo positivo: com altas de 1,16% na CBOT e de 2,26% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras de trigo dos Estados Unidos.
Segundo os dados do relatório Drought Monitor, divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as lavouras de trigo de inverno apresentaram melhora de 4 pontos percentuais (p.p.), passando de 67% para 63% das áreas sob seca em uma semana.
Para o trigo de primavera, também houve um leve recuo de 1 p.p. frente à semana anterior, com 22% das áreas sob seca.
Ainda no campo climático, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, após dias de chuvas na região das Planícies, a expectativa é de mais tempestades nos estados da região. O órgão também emitiu alertas para possíveis inundações e até mesmo granizo em algumas regiões.
No entanto, a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do USDA para junho limitou maiores perdas. Segundo o documento, a produção de grão do país norte-americano na temporada 2026/27 deve cair de 42,49 milhões de toneladas em maio para 42,01 milhões de toneladas.
Além disso, a nova projeção indica uma diminuição do estoque final do cereal para a safra 2026/27 de 20,74 mi de t para 20,25 mi de t.
Ademais, a demanda internacional aquecida também evitou maiores desvalorizações. Os registros de vendas para exportação, da semana encerrada em 4 de junho, mostram que os EUA comercializaram 666 mil toneladas de trigo da safra 2026/27 no período, de acordo com o levantamento do USDA. O volume ultrapassou a projeção do mercado de 200 mil t a 600 mil t.