O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (2) em estabilidade com viés de baixa (-0,25 ponto e -0,03%), cotado a US$ cents 599,75/bushel. Por outro lado, na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês subiu 3,50 pontos e 0,55%, a US$ cents 638,50/bushel.
Porém, no recorte semanal, os ativos seguem em campo positivo: com altas de 1,70% na CBOT e de 3,07% na KCBT.
Neste pregão, os preços do cereal receberam pressão pela melhora das condições climáticas nas lavouras de trigo nas Grandes Planícies norte-americanas.
Segundo o boletim climático do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), ventos provenientes do Pacífico Oriental fornecerem a região um ganho de umidade. O fenômeno climático também gerou pancadas de chuva isoladas em regiões agrícolas.
O aumento da umidade e as temperaturas próximas da média ideal para o período aceleraram o desenvolvimento das culturas.
Ainda no campo climático, conforme dados do relatório Drought Monitor do USDA, houve uma melhora nas áreas de plantio do trigo de inverno sob seca, com de 10 pontos percentuais na semana (47%).
Porém, apesar da diminuição da estiagem, o atual cenário é bem mais alarmante do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando somente 24% das lavouras estavam sob condições de seca.
O trigo de primavera também registrou um recuo da seca, caindo de 25% para 19% das áreas afetadas.
No entanto, segundo o USDA, certas regiões seguem sendo afetadas pela estiagem persistente das últimas semanas, o que vem gerando danos à campos de pastagem e de trigo de inverno nas Planícies norte-americanas.
Quanto à demanda internacional, os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 25 de junho, divulgados hoje pelo USDA, mostram que o país norte-americano registrou exportações de 300 mil toneladas de trigo da safra 2026/27 no período. Volume veio em linha com as projeções do mercado, de 300 mil t a 600 mil t.
No radar, os investidores monitoram também o avanço do plantio da safra 2026/27 de trigo da Argentina que alcançou 80,9% da área estimada, após avançar 15,1 pontos percentuais em uma semana, segundo dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).