O contrato de setembro do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (6) em forte baixa de 11,00 pontos e 1,71%, cotado a US$ cents 631,25/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento do mesmo mês recuou 13,75 pontos e 1,93%, a US$ cents 699,75/bushel.
Na parcial semanal, os contratos acumulam perdas de 1,25% e 1,10%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados por um mvoimento de realização de lucros, tendo em vista os ganhos registrados no início desta semana.
Além disso, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a persistência das chuvas no estado do Kansas – maior estado produtor norte-americano de trigo – e em áreas adjacentes gerou uma melhora nas condições climáticas das lavouras do cereal na região.
No entanto, perdas foram limitadas pelas tensões geopolíticas crescentes na região exportadora do Mar Negro. Segundo a consultoria Lloyd’s List, as rotas marítimas do mar tornaram-se atualmente a via navegável mais perigosa do mundo, superando até mesmo o Estreito de Ormuz.
Nas últimas semanas, Rússia e Ucrânia – principais exportadores globais de trigo – trocaram ataques no Mar Negro e no Mar de Azov. O principal foco de ambas as ofensivas eram terminais portuários e navios exportadores de grãos.
Quanto à demanda internacional, os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 30 de julho, divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostram que o país norte-americano registrou vendas de 296 mil toneladas de trigo da safra 2026/27 no período. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado de 200 mil t a 500 mil t.
Ainda hoje, o USDA divulgará a atualização semanal do Monitor de Seca, que deve indicar melhora nas condições das áreas produtoras de soja e milho.