O contrato de julho do trigo negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (25) em alta moderada de 5,25 pontos e 0,90%, cotado a US$ cents 591,00/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançou 3,25 pontos e 0,53%, a US$ cents 620,50/bushel.

Por outro lado, no recorte semanal, os ativos anotaram perdas de 2,43% na CBOT e 3,65% na KCBT.

Neste pregão, os preços do cereal foram impulsionados, principalmente, pelas condições climáticas adversas nas lavouras dos Estados Unidos e em outros países produtores do cereal no Leste Europeu.

De acordo com analistas independentes, as ondas de calor que atingiram as regiões produtoras de trigo na região do Mar Negro deram suporte aos preços. Os agentes do mercado também monitoram a possibilidade de um fenômeno climático semelhante nos EUA a partir da próxima semana.

Corroborando com a tese, segundo divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a seca voltou a crescer sobre as lavouras do trigo de primavera avançando de 23% para 25% em uma semana, mantendo-se no patamar observado em igual período de 2025.

Quanto ao trigo de inverno, apesar da melhora no recorte semanal (queda de 6 pontos percentuais), a área atingida pela estiagem segue muito acima dos 20% registrados no mesmo período do ano passado, conforme os dados do relatório Drought Monitor.

Segundo o boletim climático do órgão, apesar do recente alívio das chuvas nas Planícies norte-americanas, os danos provocados pela seca à safra do cereal seguem sendo sentido pelos agricultores.

Quanto à demanda internacional, o USDA informou seus registros de vendas para exportação da semana encerrada em 18 de junho, que mostram que o país norte-americano registrou exportações de 504 mil toneladas de trigo da safra 2026/27 no período. Volume dentro da projeção do mercado, que variava entre 250 mil t e 600 mil t.